16 de dezembro, chuva fraca de verão.

A cada pingo que cai, há uma explosão de respingos como resposta. O chão faz tanta festa pela chuva que cai, enquanto a gente se esconde sob guarda-chuvas. Cada pingo explode no asfalto, para depois correr em fila para o resto do mundo. E a gente fugindo da chuva, correndo para debaixo das marquises. E é por isso, moça, que não quero fechar a janela do ônibus. Quero que cada gota venha explodir na minha pele.

(será que se eu tivesse explicado isso tudo ela teria ficado menos brava?)

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