16 de dezembro, chuva fraca de verão.

A cada pingo que cai, há uma explosão de respingos como resposta. O chão faz tanta festa pela chuva que cai, enquanto a gente se esconde sob guarda-chuvas. Cada pingo explode no asfalto, para depois correr em fila para o resto do mundo. E a gente fugindo da chuva, correndo para debaixo das marquises. E é por isso, moça, que não quero fechar a janela do ônibus. Quero que cada gota venha explodir na minha pele.

(será que se eu tivesse explicado isso tudo ela teria ficado menos brava?)

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Autor: Pâmela Côrtes

Faço literatura de banco de praça. Gosto de pessoas que falam sozinhas. Não gosto de esperar em consultório médico. Sou uma ótima ouvinte, mas crio histórias e respostas paralelas enquanto escuto. Pareço simpática, mas sempre imagino com qual animal as pessoas se parecem. Sempre arranjo algum. Não vou te contar o seu. Gosto de acordar cedo. Não gosto de pimentão. Não sei tirar foto, não sei fazer música, durmo de meias, não tenho foto minha na tela do celular, não entendo nada de bebidas, sou viciada em informação estúpida de fácil digestão e em quebra-cabeça (ambas em recuperação). Pareço profunda, mas não se engane, cago, mijo e peido como qualquer um.

Uma consideração sobre “16 de dezembro, chuva fraca de verão.”

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